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    <title>Temas sobre  Psicologia - Jackeline Rezende </title>
    <description>Temas sobre  Psicologia - Jackeline Rezende  - Espaço que  apresentará temas acerca da Psicologia. Informações sobre os  fenômenos psíquicos, os comportamentos e as relações estabelecidas pelos indivíduos, refletindo sobre saúde mental e emocional. </description>
    <itunes:summary>Temas sobre  Psicologia - Jackeline Rezende  - Espaço que  apresentará temas acerca da Psicologia. Informações sobre os  fenômenos psíquicos, os comportamentos e as relações estabelecidas pelos indivíduos, refletindo sobre saúde mental e emocional. </itunes:summary>
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      <title>TRANSTORNOS ALIMENTARES</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="
transtornos " title="
transtornos " src="http://jackeline.weby.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/webyteste/up/12/o/Sem_t%C3%ADtulo1.png?1461949075" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;TRANSTORNOS ALIMENTARES &amp;ndash; O QUE S&amp;Atilde;O?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os transtornos alimentares apresentam geralmente suas primeiras manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es na inf&amp;acirc;ncia e na adolesc&amp;ecirc;ncia. &amp;nbsp;O impacto que os Transtornos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alimentares exercem sobre as mulheres &amp;eacute; maior, ainda que a incid&amp;ecirc;ncia masculina esteja aumentando assustadoramente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas patologias em geral caracterizam-se por uma obsess&amp;atilde;o por um corpo perfeito, basicamente uma &amp;ldquo;epidemia de culto ao corpo&amp;rdquo;. A epidemia se multiplica em uma popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o patologicamente preocupada com a perfei&amp;ccedil;&amp;atilde;o do corpo e que est&amp;aacute; sendo afetada por altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es ps&amp;iacute;quicas caracterizadas por dist&amp;uacute;rbios na representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pessoal do esquema corporal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Transtornos alimentares s&amp;atilde;o todos aqueles que se caracterizam por apresentar altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es graves na conduta alimentar e os mais frequentes s&amp;atilde;o: Anorexia e Bulimia nervosas e s&amp;atilde;o definidos como desvios do comportamento alimentar, que podem levar ao emagrecimento extremo (caquexia) ou &amp;aacute; obesidade, entre outros problemas f&amp;iacute;sicos e incapacidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;RELA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O DO ADOLESCENTE COM O CORPO&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O corpo representa um papel central na adolesc&amp;ecirc;ncia, por isso &amp;eacute; o centro da maior parte dos conflitos desta etapa, principalmente nas trocas relacionais afetivas entre os indiv&amp;iacute;duos. O adolescente utiliza seu corpo como suporte de um discurso social cuja meta &amp;eacute; ao mesmo tempo diferenciar-se do outro (sobretudo na pir&amp;acirc;mide de idades e de gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es) e procurar uma semelhan&amp;ccedil;a asseguradora com os outros (em particular, os iguais): a moda e a tatuagem ilustram bem isso. (SCHONFELD-1963)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; caracter&amp;iacute;stico da adolesc&amp;ecirc;ncia, utilizar seu corpo f&amp;iacute;sico, suas necessidades fisiol&amp;oacute;gicas, em particular alimentares ou de sono, para manter a dist&amp;acirc;ncia a sexualidade e as transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es que ela induz no corpo. Na adolesc&amp;ecirc;ncia o corpo, &amp;eacute; um meio privilegiado de express&amp;atilde;o, ou seja, &amp;eacute; uma mensagem dirigida aos outros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os adolescentes com transtornos alimentares apresentam alguma cr&amp;iacute;tica constante em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a alguma parte do corpo, insatisfa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o peso, enfim, alguma altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o na percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o corporal (Dismorfofobia), diminuindo as intera&amp;ccedil;&amp;otilde;es sociais. A dismorfofobia corporal &amp;eacute; uma preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com algum aspecto na apar&amp;ecirc;ncia, sendo este aspecto obsessivamente imaginado, ou, se realmente houve algo presente, a preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre isso &amp;eacute; excessiva e desproporcional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essas condutas alimentares desviantes podem permanecer isoladas por muito tempo, com intensidade moderada, ou ser sucessivas, mas sem chegar aos quadros cl&amp;iacute;nicos tais como anorexia e bulimia nervosa.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 03 May 2016 14:13:12 -0300</pubDate>
      <link>https://jackeline.weby.ufg.br/n/41-transtornos-alimentares</link>
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      <title>10 Motivos Para Consumir Orgânicos</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="frutas" title="frutas" src="http://jackeline.weby.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/webyteste/up/4/o/fruits-82524_1920.jpg?1462041251" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;1. S&amp;Atilde;O ALIMENTOS NUTRITIVOS E SABOROSOS&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com solos balanceados e fertilizados com adubos naturais, se obt&amp;eacute;m alimentos mais nutritivos. A comida fica mais saborosa, conservam-se suas propriedades naturais como vitaminas, sais minerais, carboidratos e prote&amp;iacute;nas. Um alimento org&amp;acirc;nico n&amp;atilde;o cont&amp;eacute;m subst&amp;acirc;ncias t&amp;oacute;xicas e nocivas &amp;agrave; sa&amp;uacute;de. Em solos equilibrados as plantas crescem mais saud&amp;aacute;veis, preservam-se suas caracter&amp;iacute;sticas originais como aroma, cor e sabor. Consumindo produtos org&amp;acirc;nicos &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel apreciar o sabor natural dos alimentos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2.SA&amp;Uacute;DE GARANTIDA&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;V&amp;aacute;rios pesticidas utilizados hoje em dia no Brasil est&amp;atilde;o proibidos em muitos pa&amp;iacute;ses, em raz&amp;atilde;o de consequ&amp;ecirc;ncias provocadas &amp;agrave; sa&amp;uacute;de, tais como o c&amp;acirc;ncer, as alergias e a asma. Um relat&amp;oacute;rio da Academia Americana de Ci&amp;ecirc;ncias, de 1982, calculou em 1.400.000 o n&amp;uacute;mero de novos casos de c&amp;acirc;ncer provocados por agrot&amp;oacute;xicos. Al&amp;eacute;m disso, os alimentos de origem animal est&amp;atilde;o contaminados pela a&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos perigosos coquet&amp;eacute;is de antibi&amp;oacute;ticos, horm&amp;ocirc;nios e outros medicamentos que s&amp;atilde;o aplicados na pecu&amp;aacute;ria convencional, quer o animal esteja doente ou n&amp;atilde;o. Consumindo org&amp;acirc;nicos protegemos nossa sa&amp;uacute;de e a sa&amp;uacute;de de nossos familiares com a garantia adicional de n&amp;atilde;o estarmos consumindo alimentos geneticamente modificados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3.PROTE&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O &amp;Agrave;S FUTURAS GERA&amp;Ccedil;&amp;Otilde;ES&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As crian&amp;ccedil;as s&amp;atilde;o os alvos mais vulner&amp;aacute;veis da agricultura com agrot&amp;oacute;xicos. &amp;ldquo;Quando uma crian&amp;ccedil;a completa um ano de idade, j&amp;aacute; recebeu a dose m&amp;aacute;xima aceit&amp;aacute;vel para uma vida inteira, de agrot&amp;oacute;xicos que provocam c&amp;acirc;ncer&amp;rdquo;, diz um relat&amp;oacute;rio recente do Environmental Working Group (Grupo de Trabalho Ambiental). A agricultura org&amp;acirc;nica, al&amp;eacute;m disso mais, tem a grande tarefa de legar &amp;agrave;s futuras gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es um planeta reconstru&amp;iacute;do.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;4.AMPARO AO PEQUENO PRODUTOR&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O trabalhador rural precisa ser preservado, tanto quanto a qualidade ecol&amp;oacute;gica dos alimentos. Adquirindo produtos ecol&amp;oacute;gicos, contribu&amp;iacute;mos com a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da migra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fam&amp;iacute;lias para as cidades, evitando o &amp;ecirc;xodo rural e ajudando a acabar com o envenenamento por agrot&amp;oacute;xicos sofrido por cerca de 1 milh&amp;atilde;o de agricultores no mundo inteiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;5.SOLOS F&amp;Eacute;RTEIS&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma das principais preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es da Agricultura Org&amp;acirc;nica &amp;eacute; o solo. O mundo presencia a maior perda de solo f&amp;eacute;rtil pela eros&amp;atilde;o em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o do uso inadequado de pr&amp;aacute;ticas agr&amp;iacute;colas convencionais. Com a Agricultura Org&amp;acirc;nica &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel reverter essa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;6.&amp;Aacute;GUA PURA&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando s&amp;atilde;o utilizados agrot&amp;oacute;xicos e grande quantidade de nitrog&amp;ecirc;nio, ocorre a contamina&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas fontes de &amp;aacute;gua pot&amp;aacute;vel. Cuidando desse recurso natural, garante-se o consumo de &amp;aacute;gua pura para o futuro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;7.BIODIVERSIDADE&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A perda das esp&amp;eacute;cies &amp;eacute; um dos principais problemas ambientais. A Agricultura Org&amp;acirc;nica preserva sementes por muitos anos e impede o desaparecimento de numerosas esp&amp;eacute;cies, incentivando as culturas mistas e fortalecendo o ecossistema. A Fauna permanece em equil&amp;iacute;brio e todos os seres convivem em harmonia, gra&amp;ccedil;as &amp;agrave; n&amp;atilde;o utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de agrot&amp;oacute;xicos. A Agricultura Org&amp;acirc;nica respeita o equil&amp;iacute;brio da natureza e cria ecossistemas saud&amp;aacute;veis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;8.REDU&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O DO AQUECIMENTO GLOBAL E ECONOMIA DE ENERGIA&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O solo tratado com subst&amp;acirc;ncias qu&amp;iacute;micas libera uma quantidade enorme de g&amp;aacute;s carb&amp;ocirc;nico, g&amp;aacute;s metano e &amp;oacute;xido nitroso. A agricultura e administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o florestal sustent&amp;aacute;veis podem eliminar 25% do aquecimento global. Atualmente, mais energia &amp;eacute; consumida para produzir fertilizantes artificiais do que para plantar e colher todas as safras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;9.CUSTO SOCIAL E AMBIENTAL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O alimento org&amp;acirc;nico n&amp;atilde;o &amp;eacute;, na realidade, mais caro que o alimento convencional se consideramos que, indiretamente, estaremos reduzindo nossas despesas com m&amp;eacute;dicos e medicamentos e os custos com a recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o ambiental.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;10.CIDADANIA E RESPONSABILIDADE SOCIAL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Consumindo org&amp;acirc;nicos, estamos exercitando nosso papel social, contribuindo com a conserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o e preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do meio ambiente e apoiando causas sociais relacionadas com a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalhador e com a elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o da m&amp;atilde;o-de-obra infantil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 30 Apr 2016 15:17:26 -0300</pubDate>
      <link>https://jackeline.weby.ufg.br/n/24-10-motivos-para-consumir-organicos</link>
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      <title>Agronegócio é destaque dentre as exportações goianas</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Exportações" title="Exportações" src="http://jackeline.weby.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/webyteste/up/15/o/Exporta%C3%A7%C3%B5es.jpg?1461947462" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Agroneg&amp;oacute;cio &amp;eacute; respons&amp;aacute;vel por 75% das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es goianas.&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;O agroneg&amp;oacute;cio, entre os meses de janeiro a setembro, foi respons&amp;aacute;vel por mais de 75% das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es goianas em 2013. O destaque ficou por conta das carnes (bovinas, de aves e su&amp;iacute;nas), com 24,91% do volume exportador; na sequ&amp;ecirc;ncia vieram o milho (22,3%) e a soja (14,32%), seguidos do algod&amp;atilde;o, a&amp;ccedil;&amp;uacute;car, couros e caf&amp;eacute;. Os principais pa&amp;iacute;ses de destinos desses produtos foram a China, Pa&amp;iacute;ses Baixos (Holanda), Hong Kong, &amp;Iacute;ndia, Ir&amp;atilde;, Coreia do Sul, R&amp;uacute;ssia, Jap&amp;atilde;o, Indon&amp;eacute;sia e Egito. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 29 Apr 2016 13:31:29 -0300</pubDate>
      <link>https://jackeline.weby.ufg.br/n/22-agronegocio-e-destaque-dentre-as-exportacoes-goianas</link>
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      <title>Depressão: o que é isso?</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Depressão " title="Depressão " src="http://jackeline.weby.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/webyteste/up/12/o/00000053_99_tb.jpg?1461936288" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;hr align="center" size="1" width="100%" /&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Uma introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o fundamental para se entender a Depress&amp;atilde;o.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O termo&amp;nbsp;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;pode significar&amp;nbsp;&lt;em&gt;um sintoma&lt;/em&gt;&amp;nbsp;que faz parte de in&amp;uacute;meros dist&amp;uacute;rbios emocionais sem ser exclusivo de nenhum deles, pode significar&amp;nbsp;&lt;em&gt;uma s&amp;iacute;ndrome&lt;/em&gt;&amp;nbsp;traduzida por muitos e vari&amp;aacute;veis sintomas som&amp;aacute;ticos ou ainda, pode significar&amp;nbsp;&lt;em&gt;uma doen&amp;ccedil;a&lt;/em&gt;, caracterizada por altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es afetivas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O p&amp;uacute;blico est&amp;aacute; certo ao estranhar a&amp;nbsp;constante e abusiva presen&amp;ccedil;a desta tal&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;em quase tudo que diz respeito&amp;nbsp;aos transtornos emocionais, e os psiquiatras n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o menos certos ao procurarem descobrir uma ponta de&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;em quase tudo que lhes aparece pela frente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Do ponto de vista cl&amp;iacute;nico, seria extremamente f&amp;aacute;cil e c&amp;ocirc;modo se a&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;fosse caracterizada, exclusivamente, por um rebaixamento do humor com manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tristeza, choro, abatimento moral, desinteresse, e tudo aquilo que sabemos ter uma pessoa deprimida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fosse assim t&amp;atilde;o t&amp;iacute;pico e caracter&amp;iacute;stico,&amp;nbsp;at&amp;eacute; o amigo &amp;iacute;ntimo, o vizinho ou o dono da bar da esquina poderiam diagnostic&amp;aacute;-la. A parte trabalhosa da psiquiatria est&amp;aacute; no diagn&amp;oacute;stico dos muitos casos de&amp;nbsp;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Depress&amp;atilde;o at&amp;iacute;pica&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, incaracter&amp;iacute;stica ou mascarada, bem como, perceber tra&amp;ccedil;os depressivos em outras patologias emocionais, como por exemplo, nos casos de&lt;em&gt;P&amp;acirc;nico, Fobia&lt;/em&gt;, etc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A sintomatologia depressiva &amp;eacute; muito variada e diferente entre as diferentes pessoas. Para entender melhor essa diversidade de sintomas depressivos, imagina-se que, entre as pessoas, a&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;seria como uma bebedeira geral, onde cada pessoa alcoolizada ficasse de um jeito; uns alegres, outros tristes, irritados, engra&amp;ccedil;ados, dorminhocos, libertinos...&amp;nbsp;O que todos teriam em comum seria o fato de estarem sob efeito do &amp;aacute;lcool,&amp;nbsp;estariam todos tontos, com os reflexos diminu&amp;iacute;dos, etc. Mas a atitude geral em resposta ao alcoolismo, cada um estaria de um jeito, de seu jeito.&amp;nbsp;Diante da&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;tamb&amp;eacute;m; cada personalidade se manifestar&amp;aacute; de uma maneira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A psicopatologia recomenda como v&amp;aacute;lida a exist&amp;ecirc;ncia de&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;tr&amp;ecirc;s sintomas depressivos b&amp;aacute;sicos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, os quais d&amp;atilde;o origem a variad&amp;iacute;ssimas manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es de sintomas. Essa tr&amp;iacute;ade da Depress&amp;atilde;o seria:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote dir="ltr"&gt;
&lt;blockquote dir="ltr"&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;1 - Sofrimento Moral,&lt;br /&gt;2 - Inibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o Global e,&lt;br /&gt;3 - Estreitamento Vivencial.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Compete &amp;agrave; sensibilidade do observador, relacionar um sentimento, um comportamento, um pensamento ou sentimento, como a express&amp;atilde;o individual de um desses tr&amp;ecirc;s sintomas b&amp;aacute;sicos, como sendo a express&amp;atilde;o pessoal e adequada da personalidade de cada um diante da&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Depress&amp;atilde;o com Ansiedade ou Ansiedade com Depress&amp;atilde;o?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Alguns deprimidos podem apresentar&amp;nbsp;&lt;em&gt;sintomas som&amp;aacute;ticos&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(f&amp;iacute;sicos), juntamente ou ao inv&amp;eacute;s dos sintomas emocionais de tristeza, ang&amp;uacute;stia, medo, etc. Esses sintomas f&amp;iacute;sicos podem ser, por exemplo, dores vagas e imprecisas, tonturas, c&amp;oacute;licas, falta de ar, e outras queixas de caracteriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o cl&amp;iacute;nica complicada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para a personalidade estes pacientes som&amp;aacute;ticos, talvez seja mais f&amp;aacute;cil comunicar sua afli&amp;ccedil;&amp;atilde;o e desespero atrav&amp;eacute;s dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os&amp;nbsp;que do discurso. Tamb&amp;eacute;m em crian&amp;ccedil;as e adolescentes a&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;pode se dissimular sob a forma de um humor irrit&amp;aacute;vel ou rabugento, revoltado e irrequieto, ao inv&amp;eacute;s da tristeza e abatimento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outras pessoas podem manifestar sua&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;com irritabilidade aumentada, como por exemplo, crises de raiva, explosividade, sentimentos exagerados de frustra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, tend&amp;ecirc;ncia para responder a eventos com ataques de ira ou culpando os outros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; muito freq&amp;uuml;ente um&amp;nbsp;preju&amp;iacute;zo&amp;nbsp;no pensamento, na concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp;e na tomada de&amp;nbsp;decis&amp;otilde;es. Os depressivos podem se queixar de enfraquecimento da mem&amp;oacute;ria ou mostrar-se facilmente distra&amp;iacute;dos. A produtividade ocupacional costuma estar tamb&amp;eacute;m prejudicada, notadamente nas profiss&amp;otilde;es intelectualmente exigentes. Em crian&amp;ccedil;as deprimidas pode haver uma queda abrupta no rendimento escolar, como resultado da dificuldade de concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Freq&amp;uuml;entemente existem pensamentos sobre a morte nos quadros depressivos. Trata-se, n&amp;atilde;o apenas da idea&amp;ccedil;&amp;atilde;o suicida t&amp;iacute;pica mas, sobretudo, de preferir estar morto a viver "&lt;em&gt;desse jeito&lt;/em&gt;". Nos idosos as dificuldades de mem&amp;oacute;ria podem ser a queixa principal, confundindo isso com os sinais iniciais de dem&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O quadro com preju&amp;iacute;zo da mem&amp;oacute;ria e outros sinais que poderiam confundir a&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;com dem&amp;ecirc;ncia recebem o nome de&amp;nbsp;&lt;em&gt;Pseudodem&amp;ecirc;ncia Depressiva&lt;/em&gt;. Nestes casos, junto com a lentid&amp;atilde;o dos processos ps&amp;iacute;quicos, aparece tamb&amp;eacute;m um exagerado desinteresse, dando a falsa impress&amp;atilde;o de que a pessoa n&amp;atilde;o est&amp;aacute; tendo consci&amp;ecirc;ncia absoluta da realidade. De fato,&amp;nbsp;o idoso deprimido tem &amp;eacute; um grande desinteresse em lembrar fatos e em participar dos eventos cotidianos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para entender porque e como existem sintomas de&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o at&amp;iacute;pica&lt;/em&gt;,&amp;nbsp;temos que falar da coexist&amp;ecirc;ncia da&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;com a&amp;nbsp;&lt;em&gt;ansiedade&lt;/em&gt;, sabendo que essa &amp;uacute;ltima sim, &amp;eacute; bastante produtora de&amp;nbsp;sintomas som&amp;aacute;ticos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Embora os atuais manuais de classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de doen&amp;ccedil;as mentais tratem separadamente os quadros ansiosos dos depressivos,&amp;nbsp;muitos autores t&amp;ecirc;m se preocupado em estabelecer rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre esses dois estados ps&amp;iacute;quicos.&amp;nbsp;&lt;em&gt;Kendell&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(1974), ao longo de cinco anos de observa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, constatou que o diagn&amp;oacute;stico de&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;passa para&amp;nbsp;&lt;em&gt;Ansiedade&lt;/em&gt;&amp;nbsp;em 2% dos casos e, em sentido contr&amp;aacute;rio, da&amp;nbsp;&lt;em&gt;Ansiedade&lt;/em&gt;&amp;nbsp;para a&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;, em 24% dos casos. &amp;Eacute; assim que&amp;nbsp;antigos quadros ansiosos costumam evoluir no sentido da&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(&lt;em&gt;Roth,&lt;/em&gt;1972 e 1982).&amp;nbsp;&lt;em&gt;Lesse&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(1982) sustenta ainda a id&amp;eacute;ia da evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do&amp;nbsp;&lt;em&gt;estresse&lt;/em&gt;&amp;nbsp;para&lt;em&gt;Ansiedade&lt;/em&gt;&amp;nbsp;e, em seguida, para&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;S&amp;atilde;o muito conhecidos os sintomas depressivos em pacientes com transtornos ansiosos, como aqueles observados por&amp;nbsp;&lt;em&gt;Fawcet&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(1983), o qual&amp;nbsp;encontrou sintomas de&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;em 65% dos ansiosos e&amp;nbsp;&lt;em&gt;Roth&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(1972), que detectou simultaneamente em grande n&amp;uacute;mero de pacientes,&amp;nbsp;irritabilidade, agorafobia, ansiedade, culpa e agita&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O medo, por exemplo, seja&amp;nbsp;com caracter&amp;iacute;sticas f&amp;oacute;bica ou n&amp;atilde;o, reflete sempre&amp;nbsp;grande inseguran&amp;ccedil;a e pode aparecer tanto nos transtornos da ansiedade quanto nos transtornos de natureza depressiva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;com crises de p&amp;acirc;nico foi encontrada, inicialmente, em propor&amp;ccedil;&amp;otilde;es que variavam de 64 a 44% dos casos (&lt;em&gt;Clancy&lt;/em&gt;, 1979). O estudo de&amp;nbsp;&lt;em&gt;Stavrakaki e Vargo&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(1986), reavaliando pesquisas dos &amp;uacute;ltimos 15 anos, sugere tr&amp;ecirc;s tipos de reflex&amp;atilde;o sobre a quest&amp;atilde;o&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ansiedade versus Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote dir="ltr"&gt;
&lt;blockquote dir="ltr"&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;1. Ansiedade e Depress&amp;atilde;o diferem qualitativamente;&lt;br /&gt;2. Ansiedade e Depress&amp;atilde;o diferem quantitativamente e;&lt;br /&gt;3. Ansiedade se associa &amp;agrave; Depress&amp;atilde;o.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Atualmente tem-se enfatizado muito a teoria unit&amp;aacute;ria, pela qual a&amp;nbsp;&lt;em&gt;Ansiedade&lt;/em&gt;&amp;nbsp;e a&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;seriam duas modalidades sintom&amp;aacute;ticas da mesma afec&amp;ccedil;&amp;atilde;o. As atuais escalas internacionais de Hamilton para avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;e de&amp;nbsp;&lt;em&gt;Ansiedade&lt;/em&gt;, n&amp;atilde;o separaram nitidamente os dois tipos de manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Outras escalas anteriores tamb&amp;eacute;m mostravam a mesma falta de clareza para diferencia&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre esses dois quadros emocionais (&lt;em&gt;Johnstone&lt;/em&gt;, 1986;&amp;nbsp;&lt;em&gt;Mendels&lt;/em&gt;, 1972).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A tend&amp;ecirc;ncia unit&amp;aacute;ria&amp;nbsp;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ansiedade-Depress&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;se refor&amp;ccedil;a ainda na efic&amp;aacute;cia do tratamento com antidepressivos, tanto para quadros ansiosos, como &amp;eacute; o caso do&amp;nbsp;&lt;em&gt;P&amp;acirc;nico&lt;/em&gt;, da&amp;nbsp;&lt;em&gt;Fobia Social&lt;/em&gt;, do&amp;nbsp;&lt;em&gt;Transtorno Obsessivo-Compulsivo&lt;/em&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;da&amp;nbsp;&lt;em&gt;Ansiedade Generalizada&lt;/em&gt;, quanto para os casos de&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;, com ou sem componente ansioso importante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O n&amp;uacute;mero de autores que n&amp;atilde;o acreditam na&amp;nbsp;&lt;em&gt;Ansiedade&lt;/em&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;como sendo a mesma coisa, aos quais nos juntamos, &amp;eacute; maioria expressiva, entretanto, quase todos reconhecem existir alguma coisa em comum nesses dois fen&amp;ocirc;menos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acreditamos, pois, na necessidade imperiosa de um antecedente de altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da afetividade, e de car&amp;aacute;ter depressivo, para que a ansiedade se manifeste patologicamente. O mesmo requisito afetivo n&amp;atilde;o se necessita para a ansiedade normal e fisiol&amp;oacute;gica. Talvez seja por isso que os quadros ansiosos respondem t&amp;atilde;o bem &amp;agrave; terap&amp;ecirc;utica antidepressiva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Saber com certeza se a&amp;nbsp;&lt;em&gt;Ansiedade&lt;/em&gt;&amp;nbsp;pode ser uma das causas de&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;ou se, ao contr&amp;aacute;rio, a Ansiedade surgindo como conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia da Depress&amp;atilde;o ou, ainda, se uma nova doen&amp;ccedil;a independente surge quando&amp;nbsp;&lt;em&gt;Ansiedade&lt;/em&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;coexistem num mesmo paciente, tem sido uma quest&amp;atilde;o aberta &amp;agrave;s pesquisas e reflex&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Strian e Klicpera&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(1984), h&amp;aacute; tempos consideraram que&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;em&gt;Ansiedade&lt;/em&gt;&amp;nbsp;formavam um quadro comum.&amp;nbsp;&lt;em&gt;Clancy&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(1978), h&amp;aacute; mais tempo ainda, constatou que o humor depressivo&amp;nbsp;freq&amp;uuml;entemente&amp;nbsp;antecedia ao primeiro ataque de p&amp;acirc;nico. Existem boas observa&amp;ccedil;&amp;otilde;es do transtorno ansioso aparecer em pessoas portadoras de car&amp;aacute;ter predominantemente depressivo na personalidade (&lt;em&gt;Lader&lt;/em&gt;, 1975), e alguns at&amp;eacute; consideram o paciente ansioso como portador de um tipo de&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;end&amp;oacute;gena at&amp;iacute;pica (&lt;em&gt;Salomon&lt;/em&gt;, 1978).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Ansiedade&lt;/em&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;tamb&amp;eacute;m foram cogitadas como sendo aspectos diferentes do mesmo transtorno afetivo por&amp;nbsp;&lt;em&gt;Downing e Rikels&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(1974), entendendo-se os casos de&lt;em&gt;p&amp;acirc;nico, fobia, obsess&amp;otilde;es&lt;/em&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;em&gt;somatiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/em&gt;&amp;nbsp;como sendo reflexo de sintomas depressivos que se manifestariam atipicamente (&lt;em&gt;Gersh e Fowles&lt;/em&gt;, 1979).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De fato, a inseguran&amp;ccedil;a t&amp;iacute;pica do estado f&amp;oacute;bico-ansioso pode ser melhor entendida &amp;agrave; luz de uma autopercep&amp;ccedil;&amp;atilde;o pessimista e de uma representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o temerosa da realidade, ambos de conota&amp;ccedil;&amp;atilde;o depressiva.&amp;nbsp;&lt;em&gt;Monedero&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(1973) considera a ang&amp;uacute;stia como um temor de algo que vai acontecer e a&amp;nbsp;&lt;em&gt;ansiedade&lt;/em&gt;&amp;nbsp;como um temor atual, caracterizado pela procura e impaci&amp;ecirc;ncia apressada, enfatizando um componente humor-congruente depressivo da ansiedade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&amp;aacute; ainda autores que admitem a&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;como uma complica&amp;ccedil;&amp;atilde;o freq&amp;uuml;ente dos transtornos ansiosos ou que os sintomas ansiosos seriam comuns nas doen&amp;ccedil;as depressivas prim&amp;aacute;rias, aceitando o fato de pacientes com&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o Prim&amp;aacute;ria&lt;/em&gt;apresentarem estados ansiosos graves (&lt;em&gt;Rodney&lt;/em&gt;, 1997;&amp;nbsp;&lt;em&gt;Cunningham&lt;/em&gt;, 1997). A maioria dos autores, entretanto, afirma que pacientes com p&amp;acirc;nico prim&amp;aacute;rio, com p&amp;acirc;nico complicado pela&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;, com&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o Prim&amp;aacute;ria&lt;/em&gt;&amp;nbsp;complicada por p&amp;acirc;nico ou com&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o Prim&amp;aacute;ria&lt;/em&gt;&amp;nbsp;s&amp;oacute;, oferecem s&amp;eacute;rias dificuldades para se diferenciar nitidamente os estados ansiosos dos depressivos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma terceira posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, h&amp;aacute; tempos cogitada, &amp;eacute; a&amp;nbsp;&lt;em&gt;ansiosa-depressiva&lt;/em&gt;&amp;nbsp;como transtorno unit&amp;aacute;rio e emancipado, quer da&amp;nbsp;&lt;em&gt;Ansiedade Generalizada&lt;/em&gt;, quer da&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o Maior&lt;/em&gt;(&lt;em&gt;Stavrakaki&lt;/em&gt;, 1986). Esta postura unit&amp;aacute;ria, diferente daquela que considera&amp;nbsp;&lt;em&gt;ansiedade&lt;/em&gt;&amp;nbsp;e&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;como sendo faces de uma mesma doen&amp;ccedil;a, tamb&amp;eacute;m era sustentada por&amp;nbsp;&lt;em&gt;Paykel&lt;/em&gt;(1971) e por&amp;nbsp;&lt;em&gt;Downing e Rikels&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(1974).&amp;nbsp;&lt;em&gt;Schatzberg&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(1983) diz que os pacientes com quadros mistos de&amp;nbsp;&lt;em&gt;Ansiedade&amp;nbsp;&lt;/em&gt;e&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;exigem terapias diferentes dos grupos de pacientes que apresentam esses quadros isoladamente. Observa que quando as duas s&amp;iacute;ndromes coexistem a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; mais cr&amp;ocirc;nica, a resposta &amp;eacute; menor &amp;agrave;s terapias convencionais e o progn&amp;oacute;stico &amp;eacute; pior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Hipotimia ou Depress&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;Na&amp;nbsp;&lt;em&gt;Hipotimia&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(humor baixo) ou&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;, verifica-se o aumento da resposta e da sensibilidade para os sentimentos desagrad&amp;aacute;veis, podendo variar desde o simples mal-estar, at&amp;eacute; o estupor melanc&amp;oacute;lico, ou seja, uma apatia extrema por melancolia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse estado de&amp;nbsp;&lt;em&gt;Hipotimia&lt;/em&gt;&amp;nbsp;ou&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;se caracteriza, essencialmente por uma tristeza profunda, normalmente imotivada, que se acompanha de&amp;nbsp;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;lentid&amp;atilde;o e inibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todos os processos ps&amp;iacute;quicos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Em suas formas leves a&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;se revela por um sentimento de mal-estar, de abatimento, de tristeza, de inutilidade e de incapacidade para realizar qualquer atividade. Faz parte ainda dessa inibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o a baixa performance global,&amp;nbsp;a lentid&amp;atilde;o e pobreza dos movimentos, a m&amp;iacute;mica apagada, a linguagem lenta, mon&amp;oacute;tona e as dificuldades pragm&amp;aacute;ticas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os pacientes hipot&amp;iacute;micos est&amp;atilde;o dominados por um profundo sentimento de tristeza imotivada. No doente deprimido, as percep&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o acompanhadas de uma tonalidade afetiva desagrad&amp;aacute;vel: tudo lhe parece negro. Os doentes perdem completamente o interesse pela vida. Nada lhes interessa do presente nem do futuro e, do passado, s&amp;atilde;o rememorados apenas os acontecimentos desagrad&amp;aacute;veis. As percep&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o lentas, mon&amp;oacute;tonas, descoloridas. Ao paciente parece que os alimentos perderam o sabor habitual. Nos estados depressivos, as ilus&amp;otilde;es s&amp;atilde;o mais freq&amp;uuml;entes do que as alucina&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.psiqweb.med.br/DefaultLimpo.aspx?area=ES/VerDicionario&amp;amp;idZDicionario=263" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;id&amp;eacute;ias delir&amp;oacute;ides&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;nos pacientes hipot&amp;iacute;micos s&amp;atilde;o comuns, expressando geralmente id&amp;eacute;ias de culpa, de indignidade, ru&amp;iacute;na, pecado e de auto-acusa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O pensamento &amp;eacute; lento e o pr&amp;oacute;prio ato de pensar &amp;eacute; acompanhado de um sentimento desagrad&amp;aacute;vel. O conte&amp;uacute;do do pensamento exprime motiva&amp;ccedil;&amp;otilde;es dolorosas. O paciente &amp;eacute; incapaz de livrar-se de suas id&amp;eacute;ias tristes pela simples a&amp;ccedil;&amp;atilde;o de sua vontade ou dos "&lt;em&gt;pensamentos positivos&lt;/em&gt;", como se diz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os sintomas som&amp;aacute;ticos s&amp;atilde;o bastante evidentes nos pacientes hipot&amp;iacute;micos. Os&amp;nbsp;&lt;em&gt;dist&amp;uacute;rbios vasomotores&lt;/em&gt;&amp;nbsp;se traduzem em m&amp;atilde;os frias, algumas vezes p&amp;aacute;lidas e cianosadas, pela palidez dos l&amp;aacute;bios e hipotermia. S&amp;atilde;o freq&amp;uuml;entes os espasmos ou dilata&amp;ccedil;&amp;otilde;es vasculares, com conseq&amp;uuml;ente oscila&amp;ccedil;&amp;atilde;o da press&amp;atilde;o arterial. Os pacientes deprimidos d&amp;atilde;o-nos a impress&amp;atilde;o de mais velhos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As&amp;nbsp;&lt;em&gt;perturba&amp;ccedil;&amp;otilde;es digestivas&lt;/em&gt;&amp;nbsp;tamb&amp;eacute;m s&amp;atilde;o constantes, a l&amp;iacute;ngua pode se apresentar saburrosa, h&amp;aacute; altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es do apetite, tanto com inapet&amp;ecirc;ncia quanto com hiperfagia e constipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o intestinal. Os dist&amp;uacute;rbios circulat&amp;oacute;rios ocasionam um sentimento subjetivo de opress&amp;atilde;o na regi&amp;atilde;o card&amp;iacute;aca, causando a chamada&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;ang&amp;uacute;stia precordial&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em determinados casos, sob a influ&amp;ecirc;ncia de fatores externos ou em conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia de causas internas tempor&amp;aacute;rias, a&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;pode aumentar de modo consider&amp;aacute;vel, determinando um estado de&amp;nbsp;&lt;em&gt;excita&amp;ccedil;&amp;atilde;o ansiosa&lt;/em&gt;. Quando o paciente, n&amp;atilde;o encontra solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para seu sofrimento costuma pensar no suic&amp;iacute;dio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estados depressivos, entretanto, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o monop&amp;oacute;lio do&amp;nbsp;&lt;em&gt;Transtorno Depressivo Recorrente&lt;/em&gt;ou do&amp;nbsp;&lt;em&gt;Transtorno Afetivo Bipolar&lt;/em&gt;. Estados depressivos tamb&amp;eacute;m podem ser observados em todas as psicoses e neuroses. No&amp;nbsp;&lt;em&gt;Transtorno Afetivo Bipolar&lt;/em&gt;, entretanto, a&amp;nbsp;&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;tem uma origem ligada a fatores afetivos internos (sentimentos vitais), que escapam &amp;agrave; compreens&amp;atilde;o do doente e de seus familiares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nas&amp;nbsp;&lt;em&gt;Distimias&lt;/em&gt;, nas&amp;nbsp;&lt;em&gt;Rea&amp;ccedil;&amp;otilde;es Agudas ao Estresse&lt;/em&gt;&amp;nbsp;e nas&amp;nbsp;&lt;em&gt;neuroses de modo&lt;/em&gt;&amp;nbsp;geral, a&lt;em&gt;Depress&amp;atilde;o&lt;/em&gt;&amp;nbsp;costuma ser mais reativa, isto &amp;eacute;, mais psicog&amp;ecirc;nica (mais an&amp;iacute;mica que vital), originando-se de situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es psicologicamente compreens&amp;iacute;veis e de experi&amp;ecirc;ncias desagrad&amp;aacute;veis. A anormalidade do sentimento depressivo nesses quadros psicog&amp;ecirc;nicos est&amp;aacute; na intensidade e na dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse afeto em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s pessoas normais e n&amp;atilde;o em sua qualidade, como acontece nos&amp;nbsp;&lt;em&gt;Transtornos Afetivos Bipolares&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&amp;amp;idNoticia=53"&gt;Original&lt;/a&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 29 Apr 2016 10:25:00 -0300</pubDate>
      <link>https://jackeline.weby.ufg.br/n/16-depressao-o-que-e-isso</link>
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      <title>Condições de Trabalho e Saúde Mental </title>
      <description>&lt;img width="200" alt="foto" title="foto" src="http://jackeline.weby.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/webyteste/up/12/o/Sem_t%C3%ADtulo.png?1461935832" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Quest&amp;otilde;es relacionadas a sa&amp;uacute;de mental e bem estar no trabalho est&amp;atilde;o cada vez ganhando mais espa&amp;ccedil;o. O sofrimento mental dentre outros aspectos referentes ao tema, causam preju&amp;iacute;zos e dificuldades ao ambiente de trabalho tanto para o empregado quanto para o empregador. Em alguns casos, o pr&amp;oacute;prio trabalho pode ser o agente estressor, a cont&amp;iacute;nua exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das dificuldades no trabalho podem gerar preju&amp;iacute;zos ao trabalhador, muitos vezes, de forma cr&amp;ocirc;nica. N&amp;atilde;o &amp;eacute; que o sujeito que tem um sofrimento ps&amp;iacute;quico ou angustia ter&amp;aacute;, necessariamente, um transtorno mental, mas estes problemas podem causar altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es profundas nas vidas dos sujeitos, interferindo diretamente no seu trabalho. Reconhecer estes problemas e as suas consequ&amp;ecirc;ncias na vida do homem que trabalha, facilitaria na promo&amp;ccedil;&amp;otilde;es de iniciativas que garantam a promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sa&amp;uacute;de, bem estar e qualidade de vida laboral (CAMARGO e NEVES, 2004).&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 29 Apr 2016 10:08:31 -0300</pubDate>
      <link>https://jackeline.weby.ufg.br/n/15-condicoes-de-trabalho-e-saude-mental</link>
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